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EXPOSIÇÃO
Artmosfera

agosto de 2009 - Galeria Unimed Paulistana - São Paulo

TEXTO DE APRESENTAÇÃO

Artmosfera é uma mostra contemporânea em que os artistas estão ligados pela abordagem de uma temática comum: o problema da preservação do meio ambiente e também, apresentam como característica uma identidade visual e plástica aliada a uma estética diferenciada.

A sociedade contemporânea vem passando por rápidas transformações, que influenciaram toda cultura mundial, inclusive a arte, seu conceito e a própria postura do ser humano em relação às atitudes e reflexões, para o entendimento do fazer artístico.

Vivemos no mundo atual, repleto de novidades e utilizações da tecnologia. Ao mesmo tempo, que estas novidades foram incorporadas ao cotidiano, facilitaram as tarefas, os serviços e o lazer, deste modo, as conseqüências não se fizeram esperar. Novidades se multiplicaram e o novo se tornou a palavra de ordem.

A substituição do velho pelo novo gerou um lixo industrial muito grande. Hoje, o homem não sabe o que fazer com tudo que sobra deste lixo, e é lançado na natureza. Mais ainda, gerou mudanças de comportamentos artísticos oriundos de épocas remotas, como o Renascimento, que determinou paradigmas em relação a certos conceitos da linguagem da arte, exemplo: o suporte, tudo aquilo que sustenta a obra , e a matéria, qualquer substância capaz de receber uma forma.

Estes paradigmas só foram rompidos porque se tornou necessário enfrentar a realidade de nossos dias, que se apresentava como um mundo novo de possibilidades e de uma nova postura do ser humano, no que diz respeito à arte.

Entretanto, não se pode deixar que estes exemplos se tornem novos paradigmas em nossas mentes, pois se entende hoje que, tudo é suporte e tudo é matéria, esta entendida como “tudo aquilo que o artista lança mão para realizar sua proposta plástica e se torna parte da mesma”.

Os artistas por sua vez, que sempre se caracterizaram por uma atitude de vanguarda em relação aos problemas sócio-culturais, levantaram novamente suas bandeiras, com a finalidade de conscientizar a população sobre os problemas do meio ambiente.

Contudo, para compreender esta arte deve-se analisar outros requisitos independentes, que estão presentes nesta mostra, entre eles, a apropriação do cotidiano, momento em que o artista, em contato com o meio ambiente fornecedor de uma gama infinda de materiais, descobre a plasticidade dos mesmos, opta por coletá-los e aplicá-los em suas propostas plásticas ou visuais; a utilização de vários tipos de matérias díspares, inclusive elementos orgânicos; mostrar formas plásticas figurativas, abstratas e conceituais; lançar mão de conceitos biológicos da genética contemporânea; questionar sobre a destruição da natureza, inclusive quando sufocada pelo concreto, o meio ambiente, o planeta e seus componentes, a vida e a morte, a multidão e a solidão, a claridade e a sombra, espaços de “viver” vazios e saturados; alertar sobre aquecimento global, a poluição sem fim no ar, terra e água, as queimadas e o desmatamento; o uso da tecnologia pelos artistas, os quais reconhecendo suas possibilidades começam a explorá-la em todo seu potencial de utilização e a colocam a serviço da sua arte; sem perder de vista a intenção dos mesmos na realização de seu trabalho, pois a arte contemporânea deve ser entendida no contexto em que foi desenvolvida, surgindo da reflexão pessoal destes artistas sobre os materiais utilizados.

Concluindo, é importante salientar que “cada proposta desta mostra é uma produção plástica, que captura um fragmento do tempo, que passa correndo pelo espaço do artista e se torna visível e decodificado ao observador”.

Antonio Santoro Junior
Crítico de Arte - Membro da – AICA
Associação Internacional de Críticos de Arte


 
 
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