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INSTALAÇÃO
“ Corpo-Parte IV”
Artista: Anna Donadio - Capela do Morumbi
Dezembro de 2005 - São Paulo

Será inaugurada no dia 03 de dezembro, a instalação “Corpo-Parte IV” da artista plástica Anna Donadio, na Capela de Morumbi, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Anna Donadio é uma artista plástica e fotógrafa por excelência. Através da lente de sua câmera, ela nos revela seu modo particular de ver o mundo em que vivemos. O corpo humano está no centro dos seus questionamentos e pesquisas atuais.

Nessa instalação, a artista apresenta um projeto composto por 19 discos de acrílico espelhado contendo imagens no verso (fragmentos de corpos e radiografias).

No primeiro conjunto, Anna nos mostra uma sensualidade poética de corpos entrelaçados, no qual a profundidade tradicional da fotografia é substituída por uma profundidade artificial de aproximadamente cinco centímetros. Essa plastificação digital nega a profundidade tornando tudo mais próximo, algo semelhante ao relevo de uma moeda.

Já no segundo conjunto de imagens, as radiografias nos revelam de forma perturbadora a estrutura de nosso ser, o nosso interior numa visão visceral, o corpo pelo avesso.

Waldo Bravo, o artista-curador que apresenta a instalação, escreve no texto: ”Os discos de espelhos, nos versos das imagens, refletem tudo: o ambiente, o público e as outras imagens, unificando, misturando e agregando outras informações do entorno, produzindo leituras diversas conforme o ponto de vista do observador ao se relacionar com a instalação”.

Mais à frente, Bravo prossegue: “A instalação de Anna Donadio na Capela do Morumbi sintetiza de forma brilhante as suas pesquisas dos últimos anos, transportando para o interior desse espaço, todo o seu universo criativo, conseguindo um resultado equilibrado e harmônico”.

TEXTO DE APRESENTAÇÃO

“Corpo-Parte IV”

A linguagem da instalação na arte contemporânea é um grande desafio para qualquer artista, afinal, ocupar um local específico como suporte para nossa obra é bastante diferente de dar forma a uma escultura ou de preencher a superfície de uma tela. Na escultura, a relação com a tridimensionalidade se dá no entorno dela, no exterior da obra. No caso da instalação, a relação é espacial e se dá no interior dela, no qual o público a completa com a sua presença.

Essa dependência absoluta da relação com o público é uma característica das instalações, ou seja, elas não têm autonomia. As instalações dependem da presença humana para existirem.

Anna Donadio é uma artista plástica e fotógrafa por excelência. Através da lente de sua câmera, ela nos revela seu modo particular de ver o mundo em que vivemos. O corpo humano está no centro dos seus questionamentos e pesquisas atuais.

Os fragmentos de corpos capturados fotograficamente, em seguida são borrados, tratados, modificados, desmanchados, dissolvidos, etc. O resultado final dessas imagens, que as vezes se aproximam de abstrações, é o resultado de uma intensa experimentação entorno das poéticas visuais que permitem à artista uma desconstrução da representação fotográfica formal.

A instalação é formada por dois conjuntos de imagens: fragmentos de corpos e radiografias.

No primeiro conjunto, Anna nos mostra um erotismo poético de corpos entrelaçados, no qual a profundidade tradicional da fotografia é substituída por uma profundidade artificial de aproximadamente cinco centímetros. Essa plastificação digital nega a profundidade tornando tudo mais próximo, algo semelhante ao relevo de uma moeda.
Já no segundo conjunto de imagens, as radiografias nos revelam de forma perturbadora a estrutura de nosso ser, o nosso interior numa visão visceral, o corpo pelo avesso.

Os discos de espelhos, nos versos das imagens, refletem tudo: o ambiente, o público e as outras imagens, unificando, misturando e agregando outras informações do entorno, produzindo leituras diversas conforme o ponto de vista do observador ao se relacionar com a instalação.

Anna é uma artista sincera e coerente que consegue traduzir nas suas obras recentes toda a verdade e realidade corporal, chegando a relações reducionistas de grande força expressiva. Ela se alimenta do espaço e do tempo para sugerir íntimas impressões da anatomia humana.

A instalação de Anna Donadio na Capela do Morumbi sintetiza de forma brilhante as suas pesquisas dos últimos anos, transportando para o interior desse espaço, todo o seu universo criativo, conseguindo um resultado equilibrado e harmônico.

Waldo Bravo
artista-curador e arte-educado


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INSTALAÇÕES
2006
- Helena Falconi
2005
- Anna Donadio
- Yeda Sandoval
2003
- Zuleica Bisacchi